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SÓ PARA PREVENIR

Posto texto do site da BBC Brasil sobre cuidados com o coração. Venha fazer parte dos 1% que se cuidam e aumente esse percentual

Apenas 1% segue sete hábitos para coração saudável nos EUA

Coração

Maioria da população ignora as recomendações das autoridades

As autoridades sanitárias de todo o mundo recomendam sete práticas que melhoram a saúde cardiovascular e aumentam a expectativa de vida, evitando infartos ou acidentes cardiovasculares. No entanto, uma pesquisa recente nos Estados Unidos afirma que apenas 1,2% dos 45 mil adultos consultados seguem estas sete dicas.

Os sete hábitos para um coração saudável são: não fumar, fazer exercícios, controlar quatro fatores - pressão arterial, glicose, colesterol e peso corporal - e adotar uma dieta balanceada.

Mas segundo o estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard, este foi o grupo que justamente apresentou menor risco de morte por AVC.

Os problemas cardiovasculares já são a principal causa de morte em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. A OMS estima que a cada ano, 17 milhões de pessoas morrem devido a este tipo de problema. Mais de 80% das mortes acontecem em países de baixa renda.

Apesar de estas mudanças de hábitos poderem salvar vidas, a pesquisa publicada pela revista científica Journal of the American Medical Society diz que poucas pessoas realmente levam as recomendações a sério.

Condutas 'opostas'

Os cientistas usaram dados de uma sondagem nacional com quase 45 mil pessoas com mais de 20 anos em três períodos distintos: de 1988 a 1994, de 1999 a 2004 e de 2005 a 2010.

Nestes três intervalos, foi revelado que apenas 1,2% das pessoas seguiam as recomendações.

A incidência de fumantes diminuiu entre 23% e 28% desde 1988, mas não houve nenhuma alteração nos níveis médios de pressão arterial, colesterol ou massa corporal.

Quando os pesquisadores analisaram as taxas de mortalidade, descobriram que quem seguia pelo menos seis das sete recomendações tinha 51% menos chances de morrer por qualquer outra causa, em comparação com aqueles que seguiam apenas um dos hábitos. Além disso, o risco de transtornos cardiovasculares caiu em até 76%.

Segundo as estatísticas, os grupos de pessoas que seguiam mais fielmente as recomendações eram mulheres, jovens, indivíduos brancos não-hispânicos e pessoas com maior escolaridade.

Para o professor Donald Lloyd-Jones, da universidade americana de Northwestern, o retrato da pessoa com coração saudável nos Estados Unidos é "uma mulher jovem, branca e com bom nível escolar".

"A saúde cardiovascular ideal é perdida rapidamente após a infância, adolescência e juventude, devido à adoção de condutas adversas de saúde vinculadas à dieta, ao peso e ao estilo de vida sedentário, particularmente em camadas da população de piores níveis socioeconômicos."

Para Lloyd-Jones, o problema já extrapola os serviços de saúde pública, que sofrem com as consequências dos maus hábitos da população.



Escrito por Abel Duarte às 11h01
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SOBRE BREVIDADE E INTENSIDADE

"A vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver " (José Saramago)



Escrito por Abel Duarte às 11h25
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HOMENAGEM E REFLEXÃO

 

Posto um texto da revista ULTIMATO, datado de 1º de março de 2012, com uma fundamental reflexão do saudoso amigo, bispo Robinson Cavalcanti, sobre " A Missão Integral da Igreja"

Profetismo -- item esquecido da missão integral

Robinson Cavalcanti
 
A missão integral da Igreja não é uma corrente teológica contemporânea, mas a explicitação do conteúdo da missão, conforme o exemplo e o ensino de Jesus Cristo. Ao longo da história, aspectos dessa missão têm sido sub ou superenfatizados. A Igreja legitima a própria existência como agência missionária na totalidade da missão a ela confiada, na diversidade de dons e vocações dos integrantes e nas possibilidades e oportunidades de cada conjuntura. A missão integral inclui cinco itens: evangelismo (“kerigma”), comunhão (“koinonia”), ensino (“diakonia”), serviço e profetismo (estes na “diakonia”). Denominados “avenidas da missão” pela Conferência de Lambeth de 1988 dos bispos anglicanos, eles são assim definidos: 1) proclamar o evangelho do reino de Deus; 2) batizar e integrar os convertidos a uma comunidade de fé; 3) ensinar todo o conselho de Deus; 4) despertar no coração dos fiéis respostas de misericórdia às necessidades humanas; 5) denunciar as estruturas iníquas da sociedade, defender a vida e a integridade da criação. A missão integral foi esquartejada contemporaneamente pela polarização entre o “evangelho individual” e o “evangelho social” e seus derivativos, como o fundamentalismo e a teologia da libertação. O Brasil foi, depois, afetado por essa polarização parcializante e mutilante.
 
Conservadores não têm problema com o evangelismo, a integração a uma igreja ou o ensino. Porém, nem sempre estiveram livres do reducionismo de uma “graça barata”, do sectarismo ou de ensinos de escassa (ou nenhuma) base bíblica. Alguns aceitam a necessidade do serviço como “isca” para o evangelismo ou como forma opcional e bondosa de “caridade”, enquanto outros pensam que a responsabilidade social é do governo ou que os problemas sociais decorrem apenas de pecados individuais, e a conversão é o que interessa. A dimensão profética é ignorada ou negada, seja pelo pessimismo escatológico pré-milenista e pré-tribulacionista, seja pelo adesismo acrítico aos sistemas políticos e econômicos (“obedecer às autoridades”), seja pela sacralização destes sistemas pela “civilização ocidental” ou pelo destino manifesto de um país “escolhido” como ensaio da nova humanidade. Liberais tendem a não se envolver com o evangelismo, visto pejorativamente como “proselitismo”, além de desnecessário para uma soteriologia universalista (todos salvos) em que o batismo e a vinculação à Igreja são algo bom, mas opcional, pois “Jesus veio para trazer o reino e não para criar a Igreja”. Para eles, esta é uma instituição transitória, e o ensino deve ser plural e especulativo, pois a Bíblia é uma literatura religiosa humana plena de erros e a verdade revelada absoluta não existe; ensiná-la é fomentar alienação, intolerância, misoginia, sexismo e homofobia. Quanto ao serviço, alguns o acham necessário enquanto uma sociedade utópica não virar tópica, e outros o combatem por ser um mero paliativo alienante, obstáculo às reformas estruturais necessárias. A missão se reduz ao profetismo sempre atrelado a uma ideologia secular, como foi, por um tempo, o nazismo ou o marxismo.
 
O evangelicalismo, que tem procurado resgatar a integralidade da missão em todas as dimensões, deságua no Movimento de Lausanne e tem expressões regionais, como a Fraternidade Teológica Latinoamericana (FTL). O Pacto de Lausanne ou a Declaração de Jarabacoa, da FTL, sobre a responsabilidade política dos cristãos, são documentos sólidos relativos ao que os católicos romanos chamam de “doutrina social da Igreja” e os protestantes, de “pensamento social cristão”. Na prática, porém, evangelismo, comunhão e ensino formam a “missão quase integral” -- tanto nacional quanto importada, com o serviço extremamente débil (“boas obras é negócio para católico querendo escapar do purgatório ou de espírita querendo uma melhor reencarnação”) --, não considerada como evidência necessária e desdobramento da salvação (“para que nelas andássemos”). O profetismo é algo ausente do que se crê, do que se ensina e do que se pratica. Se as utopias seculares “foram para o espaço”, “levando de roldão” a esquerda teológica -- hoje relativista, cética ou mística, acendendo incenso ou abraçando árvores --, a direita teológica ainda a vê como “coisa de comunista” e afirma que não adianta fazer nada, pois o mundo vai de mal a pior e, já que as pessoas vão mesmo ferver no inferno, é bom que comecem ensaiando neste mundo. A defesa da integridade da criação (ecoteologia) divide os cristãos quanto à consciência e à atitude, bem como a defesa da vida no tocante ao aborto, à eutanásia, à tortura e às desigualdades sociais. Isso porque, para além de meras opções individuais, ou algo histórico e cultural, elas decorrem de políticas públicas, decididas por governantes concretos, seus partidos, programas e ideologias, que representam interesses econômicos.

Os cristãos não querem sair da zona de conforto, se engajar, se libertar da imprensa manipuladora, lançar mão das ferramentas das ciências sociais, se chocar com os donos do poder (aliados na troca clientelística de interesses), ou porque os “filhos do rei” querem integrar o “andar de cima” (sinal da bênção da prosperidade), e essa coisa de ética e “denunciar as estruturas iníquas da sociedade” pode resultar em perda de emprego, cadeia ou perda de vida (esse negócio de martírio...).
 

“A tarefa da Igreja é uma só: mudar o mundo” (Charles Finney).



Escrito por Abel Duarte às 12h51
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HOMENAGEM

REGISTRO ABAIXO O TEXTO- SAÍDO DO FORNO- DO MEU AMIGO PENSADOR PEDRO FIDÉLIS, QUE FAZ HOMENAGEM AO SEU PRIMOGÊNITO JOÃO CÂNDIDO QUE PARTIU HÁ DOIS ANOS.

PEDRO É UM SER HUMANO IMPAR, PELA SUA GENEROSIDADE E SUA MANEIRA INTENSA DE VIVER. ELE É UM IRMÃO QUE ESCOLHI 

 

 

DA  LEMBRANÇA A  ESPERANÇA

 

 

 

          Hoje completam dois anos da morte do meu filho primogênito João Cândido. Jamais deixarei de lembrar-me desse acontecimento infeliz. João à véspera de completar dezenove anos teve a sua vida tirada de si, de nós, abrupta e brutalmente. Foi um terrível e o mais doloroso golpe que já sofri.      

 

Após a sua morte, vivi intensamente também ao encontro da morte, a custa de muitos sofrimentos – será que isso é comum a pais que aprenderam serem pais? Assim, como Oscar Wilde (in De Profundis), tornei-me íntimo com o fracasso, a desgraça, a pobreza, a dor, o desespero, o sofrimento, as lágrimas mesmo, as palavras entrecortadas que provêm dos lábios da mágoa, os remorsos que fazem andar sobre espinhos, a consciência que condena, a auto-humilhação que castiga, a miséria que cobre a cabeça de cinzas, a angústia que escolhe os anestésicos – tudo isto eram coisas que eu curtia. E, resolvi decidido tornar-me dependente delas, cada vez com mais intensidade, a alimentar-me delas, a não ter, durante esse período, nenhum outro alento. Mas não consegui encontra-me com a morte, nem comigo mesmo. Senti-me extremamente só. Isolei-me completamente.

 

Mas nem tudo estava definitivamente perdido. Pedi ajuda e fui atendido. E nesses últimos seis meses tenho aprendido que não é me entregando a um sentimento de culpa que conseguirei resolver, e/ou, resolver-me. Tenho aprendido que a vida continua e que a cada amanhecer surge a possibilidade de crescimento que não posso mais desperdiçar junto com a esperança de construir um mundo mais justo e fraterno, onde outros pais não passem pelo que eu passei.

 

João Cândido era parte do conjunto de centenas de milhares de crianças e adolescentes que se rebelam contra as "pessoas respeitáveis" somente por decepção, porque os adultos não souberam dar-lhes a imagem de uma comunidade humana onde eles tivessem seu lugar, à qual gostariam de se integrar, onde encontrassem compreensão, segurança e calor.

 

Quando isso acontece as crianças refugiam-se na marginalidade, em conseqüência do fracasso da geração dos seus pais, fugindo, desta forma, das opressões de todos os gêneros, protegendo-se da despersonalização em que a sociedade os obriga a se amoldar. Por isso o meu João Cândido era considerado um adolescente infrator.

 

Como resposta à irresponsabilidade e desumanidade da sociedade, que tem seus interesses voltados para o desenvolvimento e ignora as vítimas de uma política que não leva em conta o social e, sobretudo, a criança, esta se reunindo em bandos, tenta criar, clandestinamente, um mundo irreal que responda às suas necessidades mais profundas.  A partir daí é inevitável que a atividade principal seja consumo e tráfico de drogas ilícitas, roubos a mão armada, seqüestros, assassinatos e estupros, muitos deles praticados por menores infratores, ou a eles atribuídos. Mas, todas as reportagens que assistimos sobre esses fatos referem-se aos atos dos indivíduos isolados que amedrontam os membros da comunidade e suas famílias. Diante disso, a sociedade se sente incomodada e atenta, pois estão em risco a propriedade, a segurança e o bem-estar. Então clama por aparato policial, segurança nas ruas e repressão ao marginal.

 

Acima de tudo temos uma espécie de violência que poucos se atrevem a questionar que é a violência institucional. O Estado, como sociedade politicamente organizada, preocupado em não deixar nenhuma sombra, por menor que seja, sobre a ordem estabelecida, imputa, sistematicamente, os problemas sociais aos próprios infratores que ele deixa ao desalento e, por isso, inadaptados.

 

Enfim, o que verificamos hodiernamente é que se atacam os efeitos e não as causas. A problemática do menor infrator merece uma reflexão profunda sobre diversos conceitos humanísticos que servem de base às aspirações do homem na construção de um mundo melhor.

 

Quanto aos que tiraram a vida do meu rebento, já que o Estado impotente e inoperante através dos seus aparelhos impediu-se de conhecê-los, convido-lhes a buscarem oportunidade de se tornarem pessoas e como eu alcançar o alívio emocional, a diminuição do sofrimento e a melhora da qualidade de vida. Que assim seja.

 

 

Pedro Fidelis de Moura Neto

                                                                                 Teólogo



Escrito por Abel Duarte às 22h15
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DEUS EXISTE MESMO?

Tenho certeza que escrevo para pessoas que crêem na existência de Deus. Mas postei um texto muito interessante pescado do site http://www.genizahvirtual.com/. Compartiho com vocês, pois creio que serve de base para fortalecer nossa fé.


William Lane Craig

 

Eu devo confessar que não tenho a paciência de ler livros como esse nem os acho divertidos. Como um filósofo, eu quero premissas e argumentos de suporte sem ter que peneirar o “trigo filosófico” do “joio” de uma narrativa popularesca de ficção. Felizmente, o livro traz consigo um apêndice de 36 argumentos com  nomeações claras e suas respectivas premissas e argumentos de apoio. Por isso, eu fui capaz de ir direto ao ponto e ver o que Rebecca Goldstein tem a dizer sobre o meu argumento favorito, o Argumento Cosmológico (número #1 na sua lista). E eu fiquei simplesmente horrorizado.


Veja, eu escrevi, recentemente, um artigo de nível popular sobre “The World’s Ten Worst Objections to the Kalam Cosmological Argument”" [As Dez Piores Objeções do Mundo ao Argumento Cosmológico Kalam] coletadas diretamente do Youtube e da Internet. Mas eu deveria ter lido o livro de Goldstein primeiro. Eu nunca vi em lugar algum, nem na Internet ou no YouTube, uma caricatura tão ridícula do argumento cosmológico quanto aquela feita por Goldstein. Ela fez os adolescentes da internet parecerem palestrantes da Gifford Lectures por comparação. [2]


Agora, Goldstein providenciou alguma base para seus argumentos amadores. No apêndice é alegado que eles são os 36 argumentos exibidos em seu best-seller e formulados pela protagonista da novela, a neo-ateísta Cass Seltzer. Goldstein poderia alegar, com alguma plausibilidade, que os argumentos no apêndice são uma represenção justa dos argumentos neo-ateus de hoje – “Então não me culpem por isso!” Mesmo assim, a sobrecapa do seu livro declara, “Em fundamentações puramente intelectuais, os céticos teriam tudo de seu lado. Mas as pessoas se recusam a aceitar os seus aparentemente irrefutáveis argumentos e continuam a aceitar a fé em Deus como sua fonte de sentido, propósito e conforto”. [3]


O quão risível tal postura é se torna evidente ao conferirmos os argumentos. Goldstein primeiro apresenta espantalhos e depois apresenta refutações ainda mais falhas dos mesmos. Por exemplo, aqui está a versão dela para o argumento cosmológico:

  1. Tudo que existe deve ter uma causa.
  2. O Universo deve ter uma causa (de 1).
  3. Nada pode ser a causa de si mesmo.
  4. O  Universo não pode ser a causa de si mesmo.  (de 3).
  5. Alguma coisa fora do universo deve ter causado o Universo (de 2 e 4).
  6. Deus é a única coisa fora do Universo.
  7. Deus causou o Universo. (de 5 e 6).
  8. Deus existe.

O engraçado é que Goldstein procede para apontar duas “falhas” nesse conjunto de afirmações simuladas como um Argumento Cosmológico. Ela sequer para para notar que ele não é nem só logicamente inválido, como também é um argumento circular, já que (8) segue de (6) sozinho, o que faria todas as premissas restantes não passarem de uma cortina de fumaça. Esse espantalho jamais foi defendido por nenhum filósofo na história do pensamento.


Então, qual é a falha que Goldstein descobre nesse argumento? Você já deve ter adivinhado, é claro: “Mas então quem causou Deus?”. O defensor do Argumento Cosmológico, segunda ela, deve ou dizer que Deus não tem causa, o que contradiria (1), ou que Deus é a sua própria causa, o que contradiz (3).

O problema com essa refutação é que nenhuma versão do Argumento Cosmológico encontrado nos trabalhos de seus maiores defensores afirma a premissa (1) de Goldstein. Ao invés disso, a premissa apresentada em seus argumentos será alguma coisa como:


1’. Tudo que começa a existir tem uma causa.

ou

1’’. Tudo que existe tem uma explicação de sua existência, seja na necessidade de sua própria natureza, seja em uma causa externa.


Versões do Argumento Cosmológico que apresentam (1’) afirmam que tudo que vem a existir deve ter uma causa (as coisas simplesmente não surgem do nada). Mas se alguma coisa existe desde a eternidade, então obviamente ele nunca passou a existir e não há necessidade de uma causa. Essa versão do Argumento Cosmológico deverá apresentar uma premissa afirmando que o Universo começa a existir, uma premissa sorrateiramente deixada de lado na formulação de Goldstein.


Outras versões do Argumento Cosmológico que apresentam (1’’), ao contrário, afirmam que tudo que existe, mesmo um Universo eterno, deve ter uma explicação de sua existência. Essa explicação pode ser de dois tipos: ou a coisa existe pela necessidade de sua própria natureza, o que lhe faria um ser metafisicamente necessário, ou, diversamente, deve ter uma causa externa, o que lhe faria um ser contingente. Essa versão do argumento terá então que apresentar uma premissa dizendo que o Universo não existe por necessidade e então deve ter uma causa externa em um ser que existe por necessidade de sua própria natureza e é a causa de todos seres contingentes.


Goldstein cria sua premissa (1) confundindo essas duas versões do Argumento Cosmológico. Ao combinar (1’) e (1’’) ela afirma uma premissa que nenhum proponente do argumento defende, que “Tudo que existe” – retirado de (1’’) – “tem uma causa” – retirado de (1’).


Curiosamente, Goldstein não acusa o Argumento Cosmológico de ter uma premissa falsa. Na verdade, o problema que ela encontra é “explicar porque Deus deve ser a única exceção”, ao invés do próprio Universo. Se ela tivesse reproduzido com boa-fé o Argumento Cosmológico e não essa caricatura, ela saberia a resposta para essa questão. Os defensores do primeiro argumento continuam e argumentam que o Universo começou a existir e então deve ter uma causa, enquanto os proponentes da segunda versão procedem para argumentar que o Universo não existe pela necessidade de sua própria natureza e, portanto, deve ser contingente. Essas são afirmações importantes e controversas; mas elas não serão discutidas se o argumento for tão deturpado ao ponto de essas premissas sumirem da formulação.


Já no argumento #4 “O Argumento do Big Bang”, Goldstein trata brevemente da evidência da cosmologia para o início do Universo. A “falha” que ela vê nesse argumento é: “Os próprios cosmologistas não concordam, de forma unânime, que o Big Bang é uma singularidade… O Big Bang pode representar uma surgimento lícito de um novo Universo de outro previamente existente". Essa é a falha? Desde quando um consenso universal é necessário para a evidência física confirmar uma hipótese? Além disso, a menção a uma singularidade é um red herring, uma vez que modelos com um passado finito, como o de Stephen Hawking e James Hartle, podem apresentar um início não-singular. Em 2003, Arvind Borde, Alan Guth, e Alexander Vilenkin provaram que qualquer Universo que está, em média, em uma expansão cósmica não pode ser eterno e precisa ter um início absoluto. O fato é que não há nenhum modelo fisico e matematicamente viável de um Universo que extrapole para um passado infinito. Se Goldstein pensa de outra maneira, vamos deixar ela nos apresentar esse modelo. No fim das contas, a física não lida com meras possibilidades. Possibilidades caem fácil. Nós queremos saber para qual lado a evidência aponta.


A segunda falha no Argumento Cosmológico de Goldstein surge a partir de que a nossa melhor definição de causa é “uma relação que existe entre eventos que estão conectados por leis físicas”. “Ao aplicar esse conceito ao próprio Universo é fazer um mau uso do conceito de causa, extendendo-o para um campo no qual não temos a menor idéia de como usá-lo”. Aqui, Goldstein está confusa. A questão relevante não é a definição de “causa”; para achar uma, basta olhar a palavra no dicionário. (E certamente a definição de Goldstein não serve: por exemplo, simultaneidade é “uma relação que existe entre eventos que estão conectados por leis físicas”; mas obviamente “ser simultâneo a” não significa ou implica em “ser causado por.”) Webster’s’ define “causa” como “uma pessoa ou agente que age, voluntaria ou involuntariamente, como um agente para trazer à tona o seu efeito ou resultado”. Nenhum problema aqui!


A questão importante é se nós podemos providenciar uma análise filosófica de uma relação causal em termos mais básicos ou se a própria idéia de causalidade é uma idéia fundamental. Por exemplo, alguns filósofos pensam em analisar uma relação causal da seguinte maneira:

Para qualquer entes x e y, x é a causa de y se e somente se
(i) Se x não existisse, y não iria existir e
(ii) Se y não existisse, x ainda iria existir;

Deixe que x seja Deus e y seja o Universo. Então, de acordo com essa análise, Deus preenche as condições para ser a causa do Universo, uma vez que se Deus não existisse, o Universo não iria existir; mas se o Universo não existisse, Deus ainda existiria. Então, contra Goldstein, a causalidade pode ser extendida além do Universo e nós temos uma idéia clara de como usá-la. Agora, eu não pretendo que essa análise de causalidade seja adequada para qualquer caso. Qual é a análise correta é uma matéria de grande controvérsia entre filósofos e muitos vão alegar que ela é um conceito puramente básico e irredutível. Mas perceba que a adequação de tais análises vai ser julgada por o quão bem elas convergem para nossas noções pré-filosóficas e intuitivas da relação causa-e-efeito. Você não precisa ter uma análise filósofica para reconhecer que tudo que começa a existir tem uma causa. Ainda há uma grande dose de coisas que podem ser ditas de uma maneira técnica (por exemplo, por que pensar, como ela alega, que a causação deve ser uma relação entre eventos e por que os eventos devem estar conectados por leis físicas?), mas vamos deixar isso de lado. Não é mais objecionável dizer que Deus é causa do Universo do que dizer que Tolstoi é a causa de Guerra e Paz.

Finalmente, Goldstein comenta que o Argumento Cosmológico é uma expressão do nosso espanto para a questão de “por que há alguma coisa ao invés do nada?” – para qual ela recomenda a réplica: “E se não houvesse nada? Você ainda estaria reclamando!”. Isso deveria ser engraçado, suponho, porque se existisse o nada, você não estaria aqui para reclamar. Mas não é exatamente esse o ponto? O nada não precisa nem pode ter uma explicação (não há alguma coisa para explicar ou ser explicada!); mas o fato que algo existe é um fato positivo que clama por uma explicação. Pensadores não-teístas reconhecem a profundidade dessa questão. O filósofo naturalista Derek Parfit, por exemplo, diz que, “Nenhuma questão é mais sublime do que porquê há um Universo: porque há algo antes do nada”.

É trágico que em uma época na qual verificamos uma renascença da filosofia cristã em um completo crescimento, o tipo de material encontrado no livro de Goldstein será aquele que está esperando para alimentar o público.




Notas:
1. Publicado originalmente em “36 Arguments for the Existence of God: Goldstein on the Cosmological Argument.” Christian Research Journal 34/01 (2010), pp. 52-53. Retirado do site Reasonable Faith.
2. Uma famosa palestra sobre filosofia da religião dada por pessoas famosas de alta distinção. Já participaram Alvin Plantinga, Richard Swinburne e Carl Sagan, entre outros.
3. Ou seja, mais uma aplicação do truque Ateus são fortes, Teístas São Fracos [Crença em Deus por necessidade]. Dessa vez, internacionalmente.

 



Escrito por Abel Duarte às 13h36
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POR QUE LUTAR PELAS CAUSAS ALHEIAS?

Lutar pela justiça é lutar por si mesmo. Uma sociedade justa é fruto do compromisso das pessoas "do bem", pensando no bem comum. Afinal, como nos lembra o Barão de Montesquieu:  “Injustiça que se faz a um é ameaça que se faz a todos”.



Escrito por Abel Duarte às 10h35
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Não somos donos do mundo

O texto postado abaixo, tirado do site da BBC Brasil, revela um estudo indicando que apenas um pequeno grupo de empresas manda no mundo...

 

Rede 'pequena' de corporações controla economia global, diz pesquisa

Atualizado em 26 de outubro, 2011

     

     

     

     

Foto: PloS ONE

Gráfico traz empresas muito conectadas em vermelho, e superconectadas, em amarelo (Foto: PloS ONE)

A economia global é comandada por uma "superentidade" formada por uma rede de relativamente poucas corporações transnacionais, cuja relação estreita de propriedade entre si traz riscos à estabilidade do sistema econômico mundial, segundo estudo realizado por cientistas com base na Suíça.

A pesquisa, feita por especialistas do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, com sede em Zurique, e que será publicada na revista científica PloS ONE, usou métodos de análise de sistemas complexos para estudar 43.060 multinacionais, a partir de uma base de dados de 37 milhões de empresas e investidores de todo o mundo, datada de 2007.

Das corporações estudadas, os cientistas criaram um modelo a partir das participações acionárias das empresas entre si, somadas a seus lucros operacionais. Assim, os pesquisadores chegaram a um "núcleo" de 1.318 corporações que possuem no mínimo duas outras - embora elas tivessem, em média, elos com 20 outras empresas.

Essa rede de 1.318 companhias, de acordo com a pesquisa, possuía a maior parte das ações de empresas de alta confiabilidade e lucratividade (conhecidas como ações blue chip) e de manufatura do mundo, que representam cerca de 60% dos lucros operacionais globais.

A maioria das corporações que compõem este grupo é formada por bancos. Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha são os países com o maior número de empresas nesta lista, seguidos por França, Espanha e Itália. O banco Bradesco é a única empresa brasileira que está neste núcleo.

Rede restrita de corporações

Ao estreitar ainda mais a rede de propriedade das corporações, os cientistas encontraram uma "superentidade" formada por 147 empresas que possuem parte ou a totalidade da propriedade umas das outras. Segundo o estudo, esta "superentidade", embora represente menos de 1% das multinacionais do mundo, comanda 40% da riqueza gerada pelas outras 42.913.

Protesto em Madri. Foto: Reuters

Estudo é divulgado depois que ativistas de todo o mundo protestaram contra as corporações

A exemplo do grupo mais amplo, esta rede "superexclusiva" é formada, em sua maioria, por instituições financeiras. Entre as 20 corporações mais poderosas desta relação estão o banco britânico Barclays (em primeiro lugar) e os bancos americanos JPMorgan Chase e Goldman Sachs.

Pelo fato de a pesquisa ter usado dados de 2007, a instituição financeira americana Lehman Bros., cuja falência acabou dando início à crise mundial de 2008, aparece em 34º lugar entre as corporações mais poderosas da "superentidade".

Os autores da pesquisa afirmam que, usando métodos de análise de sistemas complexos, pretenderam realizar um estudo sobre a economia global levando em conta informações "puras", e não convicções ideológicas. "Deixe os dados falarem, e não os dogmas", disse um dos pesquisadores, James Glattfelder, em seu blog.

O estudo, no entanto, sofreu críticas. O especialista Yaneer Bar-Yam, chefe do Instituto de Sistemas Complexos da Nova Inglaterra (EUA), disse à revista New Scientist que a pesquisa iguala as noções de propriedade e de controle, o que não seria, segundo ele, sempre a mesma coisa.

Riscos à estabilidade

As 20 maiores corporações "superconectadas"

1. Barclays (Grã-Bretanha)
2. Capital Group Companies (EUA)
3. FMR Corporation (EUA)
4. AXA (França)
5. State Street Corporation (EUA)
6. JP Morgan Chase (EUA)
7. Legal & General Group (Grã-Bretanha)
8. Vanguard Group (EUA)
9. UBS (Suíça)
10. Merrill Lynch (EUA)
11. Wellington Management (EUA)
12. Deutsche Bank (Alemanha)
13. Franklin Resources (EUA)
14. Credit Suisse (Suíça)
15. Walton Enterprises (Grã-Bretanha)
16. Bank of New York Mellon Corp (EUA)
17. Natixis (França)
18. Goldman Sachs (EUA)
19. T Rowe Price Group (EUA)
20. Legg Mason (EUA)

Fonte: PloS ONE

De acordo com o economista John Driffill, da Universidade de Londres, este estudo é o primeiro a identificar empiricamente algo há muito debatido, que é a rede de poder formada por um grupo razoavelmente pequeno de grandes corporações transnacionais.

Segundo ele, no entanto, a importância do estudo não reside tanto no fato de verificar a existência de uma "superentidade" que comanda a economia no mundo, e sim em trazer novas ideias sobre os riscos à estabilidade financeira global, com base na interdependência entre as corporações.

"O problema na Europa hoje é que todos os bancos que possuem parte da dívida grega e espanhola fizeram empréstimos entre si, então se um deles quebrar, todos os outros quebrarão. São ligações como essas que fizeram com que a quebra do Lehman Bros. em 2008 se tornasse um desastre global", disse Driffill à BBC Brasil.

O estudo foi divulgado depois que ativistas em todo o mundo realizaram ocupações e protestaram contra as grandes corporações e os cortes de gastos públicos.

Driffill afirma, no entanto, que o fato da economia global ser comandada por uma rede limitada de empresas não é algo intencional ou planejado, e sim um movimento espontâneo.

"Este é um grupo grande, formado por mais de cem empresas, com interesses bastante diversos entre si. Não é possível que elas estejam de alguma forma conspirando", afirma.

 



Escrito por Abel Duarte às 10h49
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O CAMINHO DA UNIDADE

"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."

Agostinho de Hipona

 



Escrito por Abel Duarte às 09h37
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"  O PASSADO NÃO SÓ NÃO MORREU, COMO NÃO PASSOU!"

                                                       James Joyce



Escrito por Abel Duarte às 11h42
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Será que existe um "segredo" comum às pesssoas que adoecem muito pouco? Gene Stone juntou 50 ações que nos fariam ter uma vida mais saudável. Vamos a elas...

50 SEGREDOS das PESSOAS que NUNCA ADOECEM, por Gene Stone (Dividimos o texto em tres partes para "facilitar" a leitura)




1
. Beber água mesmo sem ter sede'

 

A água está para o corpo humano assim como o combustível para o carro. Isso porque, sem manter os nossos níveis hídricos sempre abastecidos, todo o organismo sofre. O líquido ajuda a aumentar a saciedade, evitando compulsões que podem levar ao sobrepeso e ao aparecimento de diversas doenças, ao mesmo tempo que mantém a saúde do sistema renal. "É o baixo consumo de água que resulta em urina concentrada e na maior precipitação de cristais, justamente o que leva à formação das pedras nos rins", adverte a nutricionista Amanda Epifânio Pereira, do Centro Integrado de Terapia Nutricional. sucos naturais, chás e água de coco também podem ser usados.

 

2. Ir ao dentista regularmente

A boca é como um espelho a refletir a saúde do organismo. Daí a importância de permitir que um profissional a examine a cada seis meses. "Muitas doenças sistêmicas, como diabetes, alterações hormonais e lesões cancerígenas podem ser detectadas numa consulta de rotina", diz o periodontista Cesário Antonio Duarte, professor da Universidade de São Paulo (USP). Além disso, o tratamento das cáries deixa o organismo protegido contra inúmeras doenças. "Cáries não tratadas podem se tornar a porta de entrada para micro-organismos, que poderão atingir órgãos nobres como coração, rins e pulmões", alerta o especialista.

 

3. Ingerir mais nozes

Bateu aquela fome de fim de tarde? Experimente comer duas unidades de nozes todos os dias. Esse é um dos segredos dos Adventistas da Califórnia. Cerca de 25% deles comem nozes cinco vezes por semana. E diminuíram pela metade o risco de problemas cardíacos.

 

4. Temperar com alho

"Ele melhora a saúde do coração, diminui os níveis de colesterol, pressão arterial e potencializa nossas defesas", afirma a nutricionista Gabriela Soares Maia.

 

5. Comprar alimentos regionais

Se puder privilegiar alimentos produzidos na sua região, sua saúde sairá ganhando. Isso porque os produtos da safra, que não recebem uma grande quantidade de conservantes, em geral, são muito mais ricos em nutrientes. Agora, se você puder ir pessoalmente à feira ou à quitanda do bairro, tanto melhor.

 

 

6Comer mais frutas
Aumentar o consumo de produtos de origem vegetal é uma das medidas mais significativas na prevenção de doenças crônicas. A prática foi observada em pelo menos quatro das cinco Blue Zones e é fácil entender o porquê. "Frutas, legumes e verduras possuem uma quantidade de vitaminas antioxidantes, boas gorduras e fibras que supera em muito a dos alimentos industrializados", diz Isis Tande da Silva, do Ganep Nutrição Humana.


7. Aprender a planejar
A tensão constante é extremamente prejudicial à saúde. "Ela afeta o funcionamento do sistema nervoso, hormonal e imunológico", alerta o psicólogo Armando Ribeiro das Neves Neto, professor da USP. Uma boa maneira de controlar essas reações é não deixar todos os compromissos para a última hora. "Acostume-se a anotar suas pendências em uma lista", diz o especialista em produtividade pessoal Christian Barbosa.


8. Fracionar a dieta
Comer mais vezes ao dia e optar por porções menores é um jeito inteligente de manter o peso estável. "Os jejuns prolongados desencadeiam uma fome tão intensa que é fácil se exceder nas refeições", explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, do Centro Integrado de Terapia Nutricional. Quando dividimos a nossa alimentação diária em cinco ou seis refeições, também estamos dando uma forcinha ao processo de digestão e ao intestino, evitando sobrecargas.


9. Aproveitar o contato com a natureza
Sinta o cheiro da grama molhada, escute os pássaros, sente-se na sombra de uma árvore... Pratique essa terapia sempre que possível, já que ela é altamente relaxante. "A vegetação transfere umidade ao ar e, portanto, o ambiente fica ionizado negativamente. Isso provoca uma reação química no organismo, gerando uma sensação de muita calma", explica a arquiteta Pérola Felipetti Brocanelli, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie. A psicóloga Solange Martins Ferreira, do Hospital Santa Catarina, garante que as atividades ao ar livre também contribuem para recuperação de pacientes: "Quando observam a natureza, eles tiram a atenção da doença".

 

 

10Levantar peso


A ideia não é apenas ficar forte. "Um dos principais benefícios é o aumento da densidade óssea, auxiliando na prevenção da osteoporose e na reversão da sarcopenia (diminuição no número de sarcômero, a unidade do músculo esquelético). Isso evita a incapacidade funcional, muito comum em idades avançadas", diz Ricardo Zanuto, fisiologista e professor de Educação Física das Faculdades Integradas de Santo André.

 

11. Ser um voluntário
Se você ainda não conseguiu um tempo para isso, é bem provável que não tenha encontrado a causa certa. "Quando se apaixonar de verdade por um trabalho social, acabará colocando-o na lista de prioridades", garante o especialista em produtividade pessoal Christian Barbosa. "Dedicar uma noite por semana já é um bom começo", diz Dan Buettner.


12. Celebrar a vida
Não espere algo de extraordinário acontecer, mas acostume-se a comemorar as pequenas vitórias. Essa é a receita de longevidade dos italianos que vivem na Sardenha, uma das Blue Zones. Eles chamam a atenção pela disposição que têm para festejar tudo e todos.


13. Cultivar a sua fé
"A religião empresta sentido às buscas e conquistas do ser humano, dá uma nova dimensão às vitórias e também às perdas. Além disso, orienta e ajuda as pessoas a tomar decisões difíceis", explica Jorge Claudio Ribeiro, professor de Teologia da PUC-SP.


14. Trocar o café pelo chá-verde
Ainda que você precise do café para acordar, faça a substituição. Afinal, o cháverde também contém cafeína, que funciona como estimulante. O bom é que ele oferece outros extras. "Diversos estudos mostram que a bebida atua na prevenção e no tratamento de doenças como Alzheimer e Parkinson", afirma a nutricionista Andréia Naves.


15. Pegar leve com as carnes vermelhas
Embora sejam importantes fontes de ferro, são alimentos de difícil digestão e, portanto, retardam o funcionamento intestinal. Então, se você é do tipo que não pode viver sem um bifinho, contente-se com um filé médio por dia.

 

16. Praticar mais atividade aeróbica
Pode ser uma caminhada ou uma corrida. Esse tipo de exercício tem impacto direto sobre os fatores de risco associados à hipertensão, ao diabetes e à obesidade. "A prática regular melhora a força e a flexibilidade, fortalece ossos e articulações, facilita a perda de peso e diminui o colesterol", afirma Zanuto.


17. Encontrar a sua tribo
Se você gosta de esportes, certamente irá sentir-se bem com amigos que também gostam. Portanto, faça um esforço para encontrar pessoas com quem possa compartilhar e trocar ideias. "Uma das atitudes mais importantes para garantir a longevidade é cercar-se de pessoas que vão lhe dar suporte e que conectam ou reconectam você com o sentido maior que você dá à sua vida", diz Dan Buettner.

 



Escrito por Abel Duarte às 11h49
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50 SEGREDOS das PESSOAS que NUNCA ADOECEM, por Gene Stone (2ª parte)

18. Ser agradável
Facilita a convivência social e cria vínculos com pessoas que poderão apoiá-lo quando necessário. Mas como tornar-se uma pessoa agradável? O autor Dan Buettner é quem responde: "Para isso, é preciso ser interessado e não apenas interessante. Pessoas simpáticas perguntam a você como está em vez de falarem apenas de si mesmas".


19. Definir seus objetivos
É o que os moradores de Okinawa chamam de ikigai e os habitantes de Nicoya nomeiam de plano de vida. Seja como for, o fato é que eles têm muito bem definidas as suas razões de viver e investem nesses propósitos.

 

 

20. Conhecer melhor a ioga
Ela une princípios da meditação, exercícios para o equilíbrio, alongamento e o treinamento de força, com foco na respiração. Tudo isso graças à execução de movimentos sequenciados. "A ioga é ótima para a longevidade, porque fortalece os músculos e ligamentos. Então, os movimentos tornam-se mais fluidos e seguros. A prática tem ainda um efeito importante na redução do estresse", diz Dan Buettner.

 

21. Guardar o despertador na gaveta
Dormir bem significa dar ao corpo a chance de se recompor totalmente. "Se você se deita, dorme logo e acorda bem disposto, pode dizer que tem um sono de qualidade", ensina o neurofisiologista Flavio Alóe, do Centro de Estudos do Sono do Hospital das Clínicas (SP). Quem não tem, corre um risco muito maior de adoecer. "Aqueles que dormem pouco podem ter um aumento do colesterol e dos triglicérides", complementa Alóe.


22. Apostar nos integrais
Não basta comer pão integral. Com um pouco de criatividade, é possível incluir a farinha e aveia integrais na preparação de inúmeros pratos. Quer um bom motivo para fazer isso? Pois saiba que os alimentos não processados oferecem um aporte muito maior de nutrientes. "No processo de refinamento, o germe dos grãos são retirados, restando praticamente o amido", explica a nutricionista Patrícia Morais de Oliveira, do Ganep.


23. Pensar na sua vocação
Fazer o que gosta é uma forma eficiente de afastar o estresse. Além disso, é interessante que o seu tipo de trabalho seja capaz de fazê-lo sentir-se realizado. Por último, saiba que aquele que se empenha em uma carreira para a qual há um sentido profundo, além da manutenção da renda, se sente mais motivado a investir na atualização dos conhecimentos. E estudar, como já vimos, é um santo remédio para o cérebro.


24. Doar seus pratos grandes
A população de Okinawa descobriu um jeito de comer 30% menos: eles utilizam pratos de apenas 23 cm de diâmetro. "Há experiências promissoras sendo realizadas por meio da restrição calórica orientada, que já se mostrou capaz de aumentar o tempo de vida de animais de laboratório em 60%", afirma Ellen Paiva.


25. Ter atitudes positivas
"As emoções fazem parte daquilo que somos e, portanto, são capazes de provocar reações físicas muito claras. As positivas curam e determinam uma maior e melhor qualidade de vida", diz Armando Ribeiro das Neves Neto.

 

26. Emagrecer a despensa
Na hora da compra, elimine os alimentos que possuem qualquer quantidade de gordura trans e evite os que contêm gorduras saturadas. E por um motivo simples: as chamadas gorduras ruins têm relação com o aumento dos níveis de colesterol LDL e triglicérides, fazendo crescer o risco de infarto e de acidente vascular cerebral. "Além dos industrializados, convém tomar cuidado com os alimentos de origem animal, como carnes gordas", alerta a nutricionista Andréia Naves, da VP Consultoria Nutricional.

 

 

27Saber como usar a soja
Em Okinawa, no Japão, o consumo de produtos da soja é o maior de todo o mundo. O resultado? Dos cerca de 1 milhão de habitantes locais, mais de 900 pessoas já passaram dos 100 anos. "O consumo frequente reduz os riscos de doenças cardiovasculares", afirma a nutricionista Renata C. C. Gonçalves, do Ganep.


28. Estudar sempre
Manter as atividades intelectuais é uma maneira de garantir anos extras de vida e muito mais saúde, principalmente nas idades avançadas. "Exercitar o cérebro vai deixá-lo mais protegido contra doenças. Na prática, isso significa um risco menor de limitações físicas, mesmo se algo der errado porque, nesse caso, a recuperação será muito melhor", explica o neurologista André Gustavo Lima, do Hospital Barra D´or.


29Ter um dia só para você

 

Os Adventistas do Sétimo Dia que vivem em Loma Linda, na Califórnia, recolhem-se em suas casas aos sábados e aproveitam a ocasião para meditar e orar. E esse parece ser mais um bom hábito que poderíamos nos esforçar em copiar. Afinal, essas pessoas vivem de cinco a dez anos mais que o resto da população americana. "Se for impossível fazer isso, tente conseguir pelo menos 15 a 20 minutos por dia para não fazer nada, ou melhor, para pensar apenas. É como marcar uma reunião consigo mesmo", diz Christian Barbosa


30. Apagar o cigarro
Quem tem menos 40 anos e fuma até 20 cigarros por dia tem quatro vezes mais chances de infartar. Agora, se o consumo for maior, o risco sobe 20 vezes. A explicação é simples: as substâncias do cigarro levam à contração dos vasos sanguíneos, à aceleração dos batimentos cardíacos, além abaixar o HDL, que age como um protetor das artérias.

 

31. Ouvir a sua música
A musicoterapeuta Maristela Smith, das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), tem uma receita interessante para quem quer tirar proveito da terapia da música. "Faça um CD com as músicas que marcaram positivamente a sua vida para criar a sua identidade sonora musical. Escute-o regularmente, principalmente quando estiver precisando melhorar o astral", ensina a especialista.


32. Respirar com consciência
Quando estiver precisando relaxar ou desacelerar seu ritmo, faça a respiração completa. "Inspire calmamente o ar pelo nariz, contando três segundos. Então, bloqueie a respiração por um tempo, retendo o ar, e expire pela boca em seis segundos. Assim, você estará atuando diretamente sobre o sistema nervoso autônomo", ensina o educador físico Estélio Dantas, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.


33. Curtir os animais
Mesmo que não possa ter um em casa, descubra aqueles com os quais possui mais afinidades e dê a si mesmo a oportunidade de tocá-los. Para a veterinária Maria de Fátima Martins, professora de Zooterapia da USP, a convivência com os bichos é uma rica fonte de benefícios psicológicos, físicos e sociais. Ela coordena uma experiência de terapia assistida com animais em asilos. "O contato com os animais tem melhorado a vida dessas pessoas. Para alguns idosos, a experiência foi tão positiva que eles chegaram a diminuir o número de medicamentos que tomavam", conta.


34. Ser muito mais ativo
Comece descendo alguns pontos antes do ônibus. Fazer mais atividades a pé ou de bicicleta, cozinhar, cuidar do jardim, brincar com o seu cachorro, todas essas maneiras de se mexer são válidas. "Um dos segredos da longevidade é encontrar meios de se manter sempre em movimento. De preferência, concentre-se em atividades que também lhe dão prazer, e os benefícios serão maiores", sugere Dan Buettner.

 



Escrito por Abel Duarte às 11h48
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50 SEGREDOS das PESSOAS que NUNCA ADOECEM, por Gene Stone (final)

 

35. Desacelerar o ritmo


"Se você não cria um tempo para estar bem, terá que ter tempo para se cuidar quando ficar doente", alerta Dan Buettner. O primeiro estágio do estresse é a fase de alerta. Ele nos permite realizar muitas tarefas em pouco tempo e aí nos sentimos bem. Porém, quando persistimos na tensão, o organismo entra em fadiga.

 

36. Comer mais iogurtes
"Eles reforçam a nossa imunidade", explica a nutricionista Gabriela Maia, da Clínica Patricia Davidson Haiat. O que as bactérias vivas contidas nesses potinhos também fazem é melhorar o nosso humor. Afinal, é o intestino que responde pela produção de 95% da serotonina de todo o corpo.

 

 

37Investir no ômega-3


Peixes de água fria (salmão, arenque, sardinha, atum), sementes de linhaça moídas e óleos de peixe, de soja e de canola são ótimas fontes desse nutriente, que tem ação comprovada na redução dos níveis de colesterol e de triglicérides, além de ajudar no controle da pressão e de prevenir o risco de tromboses, que danificam os vasos sanguíneos. O composto ainda é coadjuvante em tratamentos neurológicos e de osteoporose.


38. Controlar o álcool
A curto e médio prazos, o álcool pode engordar, acelerar o processo de envelhecimento e ainda aumentar a pressão arterial. A longo prazo, causa dependência e ainda compromete o funcionamento de todos os sistemas do corpo, com danos mais sérios para o fígado.


39. Brincar com as crianças
É uma excelente estratégia para tirar o foco das preocupações, aproximar a família ou amigos e facilitar o contato intergeracional. E todos esses aspectos estão associados à longevidade. Porém, para funcionar, é preciso que se tenha um mínimo de afinidade com os pequenos.


40Construir o próprio jardim

 

Mexer com plantas e flores pode ser um hobby interessante e saudável, desde que você realmente consiga tirar prazer da atividade. "Esse tipo de passatempo é muito válido para prevenir o estresse, tanto quanto fazer trabalhos manuais ou cozinhar. Só não pode virar rotina e obrigação. Se a pessoa tem que cozinhar ou cortar a grama todos os dias, por exemplo, isso passará a representar, na vida dela, mais uma fonte de tensão. E aí os benefícios não virão", explica Armando Ribeiro Neto.

 

41. Desfrutar do sol
Sentir na pele o calor dos raios solares não é somente uma receita para adquirir disposição e ânimo. Com cerca de 15 minutos de exposição, oferecemos ao corpo algo que só o sol pode dar: a energia necessária para a síntese de vitamina D. "O composto é importantíssimo na fixação de cálcio no organismo, prevenindo a osteoporose, além de fortalecer o sistema imunológico", afirma a endocrinologista Bárbara Carvalho Silva, da Universidade Federal de Minas Gerais.


42. Perdoar mais
"Para envelhecer bem, é preciso olhar para a nossa trajetória de vida aceitando os erros cometidos e desculpando-se por eles. Da mesma forma, é interessante perdoar aos outros, percebendo que não fomos apenas vítimas", diz a psicóloga Dorli Kamkhagi, colaboradora do Laboratório dos Estudos do Envelhecimento do Hospital das Clínicas (SP). "Perdoar é retirar objetos pesados de uma mochila que carregamos", compara.


43. Dar uma chance à laranja
Uma única unidade é capaz de prover a necessidade que o nosso corpo tem de vitamina C a cada dia. "Protege contra o câncer, afasta aquela gripe chata e até ajuda a pele a se recuperar mais rapidamente dos estragos promovidos pelo sol", diz a nutricionista Gabriela Soares Maia.


44. Alongar o corpo todo
Os problemas mais frequentes do aparelho locomotor, e que estão relacionados ao envelhecimento, são a perda da mobilidade e a osteoporose. "O alongamento, enquanto um treinamento da flexibilidade, é um dos principais fatores de manutenção da autonomia funcional em idosos", garante o educador físico Estélio Dantas.


45. Cochilar após o almoço
Na Península de Nicoya, na Costa Rica, a sesta é costume institucionalizado. E, em outras partes do mundo, as pausas para um cochilo também são comuns. "Para quem dorme pouco, essa pode ser uma estratégia compensatória", diz o neurofisiologista Flavio Aloe. É como renovar as energias, antes de recomeçar a jornada.

 

 

46Priorizar as pessoas amadas
Este é outro ponto comum dos que vivem nas chamadas Blue Zones. "Eles contam com famílias fortes e se apoiam mutuamente", conta Dan Buettner. Relações verdadeiras nos protegem de situações adversas.


47. Esquecer do sal
A redução de seu consumo é imprescindível para prevenir e controlar a hipertensão que, por sua vez, oferecem as condições favoráveis para que inúmeros problemas de saúde progridam rapidamente, tais como a insuficiência renal e as complicações cardíacas. "O sal em excesso faz o corpo reter mais líquido, o que, além de causar inchaço, também aumenta o volume sanguíneo, elevando a pressão nas artérias", explica a nutricionista Andréia Naves. Para passar bem longe desse drama, vale cortar o sal de cozinha que adicionamos aos pratos durante a preparação, para colocá-lo apenas no momento de consumir, e sempre usando o bom senso. Outra dica é reduzir o consumo de condimentos, pratos prontos, embutidos ou enlatados.


48. Praticar sexo com prazer 
A atividade sexual ajuda a aliviar as tensões, já que, durante a relação, ocorre a liberação de endorfinas, substâncias que melhoram o humor. O sexo ainda faz bem para a circulação. Por fim, vale como um excelente exercício e ajuda a reforçar vínculos de afeto.

 

49. Criar um tempo para a família
A união e o apoio mútuo entre cônjuges, pais e filhos precisam certo investimento de tempo e atenção. Mas como encontrar períodos livres para dedicar a essas pessoas todo o carinho que merecem? "Vale programar um jogo que possam fazer juntos, que permita confraternizar e trocar ideias", diz Christian Barbosa.


50. Usar as dicas diariamente
Caminhar só aos finais de semana ou encontrar mais tempo para os amigos apenas nos períodos em que a rotina de trabalho sossega um pouco podem ser um bom começo, na tentativa de transformar a sua vida para melhor. É preciso, porém, garantir que mudanças pontuais se transformem em hábitos, para colher resultados significativos no que diz respeito à saúde e à longevidade.

"As pessoas que eu conheci enquanto preparava o livro possuem diferentes segredos, mas uma coisa que todas elas têm em comum é a disciplina; elas usam seus segredos diariamente, ou seja, fazem da boa saúde uma prioridade, um hábito mesmo", finaliza Gene Stone.

 

 



Escrito por Abel Duarte às 11h48
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A ALEGRIA DOS OUTROS NOS ENTRISTECE?

Conforme reportagem do site http://www.bbc.co.uk/portuguese/ ( BBC Brasil), há mais suicidas em países cujo nível de felicidade é maior. Além do impactante fato em si, percebemos por tabela, que o ser humano sofre ao ver a alegria do próximo...


Países mais 'felizes' têm maiores taxas de suicídio, diz estudo

Países em que as pessoas se sentem mais felizes tendem a apresentar índices mais altos de suicídio, segundo pesquisadores britânicos e americanos.

Os especialistas sugerem que a explicação para o fenômeno estaria na tendência dos seres humanos de se comparar uns aos outros.

Sentir-se infeliz em um ambiente onde a maioria das pessoas se sente feliz aumenta a sensação de infelicidade e a probabilidade de que a pessoa infeliz recorra ao suicídio, a equipe concluiu.

O estudo foi feito por especialistas da University of Warwick, na Grã-Bretanha, Hamilton College, em Nova York e do Federal Reserve Bank em San Francisco, Califórnia, e será publicado na revista científica Journal of Economic Behavior & Organization.

Ele se baseia em dados internacionais e em informações coletadas nos Estados Unidos.

Nos EUA, os pesquisadores compararam dados obtidos a partir de depoimentos de 1,3 milhão de americanos selecionados de forma aleatória com depoimentos sobre suicídio obtidos a partir de uma outra amostra, também aleatória, com um milhão de americanos.

Paradoxo

Os resultados foram desconcertantes: muitos países com altos índices de felicidade felizes têm índices de suicídio altos.

Isso já foi observado anteriormente, mas em estudos feitos de forma isolada, como, por exemplo, na Dinamarca.

A nova pesquisa concluiu que várias nações - entre elas, Canadá, Estados Unidos, Islândia, Irlanda e Suíça - apresentam índices de felicidade relativamente altos e, também, altos índices de suicídio.

Variações culturais e na forma como as sociedades registram casos de suicídio dificultam a comparação de dados entre países diferentes.

Levando isso em conta, os cientistas optaram por comparar dados dentro de uma região geográfica: os Estados Unidos.

Do ponto de vista científico, segundo os pesquisadores, a vantagem de se comparar felicidade e índices de suicídio entre os diferentes Estados americanos é que fatores como formação cultural, instituições nacionais, linguagem e religião são relativamente constantes dentro de um único país.

A equipe disse que, embora haja diferenças entre os Estados, a população americana é mais homogênea do que amostras de nações diferentes.

Utah e Nova York

Os resultados observados nas comparações mais amplas entre os países se repetiram nas comparações entre diferentes Estados americanos.

Estados onde a população se declarou mais satisfeita com a vida apresentaram maior tendência a registrar índices mais altos de suicídio do que aqueles com médias menores de satisfação com a vida.

Por exemplo, os dados mostraram que Utah é o primeiro colocado no ranking dos Estados americanos em que as pessoas estão mais satisfeitos com a vida. Porém, ocupa o nono lugar na lista de Estados com maior índice de suicídios.

Já Nova York ficou em 45º no ranking da satisfação, mas tem o menor índice de suicídios no país.

Ajustes

Para tornar mais justas e homogêneas as comparações entre os Estados, os pesquisadores levaram em consideração fatores como idade, sexo, raça, nível educacional, renda, estado civil e situação profissional.

Após esses ajustes, a relação entre índice de felicidade e de suicídios se manteve, embora as posições de alguns países tenham se alterado levemente.

O Havaí, por exemplo, ficou em segundo lugar no ranking ajustado de satisfação com a vida, mas possui o quinto maior índice de suicídios no país.

Nova Jersey, por outro lado, ocupa a posição 47 no ranking de satisfação com a vida e tem um dos índices mais baixos de suicídio - coincidentemente, ocupa a posição 47 na lista.

"Pessoas descontentes em um lugar feliz podem sentir-se particularmente maltratadas pela vida", disse Andrew Oswald, da University of Warwick, um dos responsáveis pelo estudo.

"Esses contrastes sombrios podem aumentar o risco de suicídio. Se seres humanos sofrem mudanças de humor, os períodos de depressão podem ser mais toleráveis em um ambiente no qual outros humanos estão infelizes".

Outro autor do estudo, Stephen Wu, do Hamilton College, acrescentou:

"Este resultado é consistente com outras pesquisas que mostram que as pessoas julgam seu bem estar em comparação com outras à sua volta".

"Esse mesmo efeito foi demonstrado em relação a renda, desemprego, crime e obesidade".



Escrito por Abel Duarte às 11h39
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CORTANDO O BARATO

Fiquei triste lendo o texto que posto abaixo, mas vale como informação. Pra mim é um sacrifício adicional abrir mão de certas delícias que me envenenam!


Nutricionista lista os 10 piores alimentos para sua saúde

 

EcoD
Que atire a primeira pedra quem não se rende a um fast food, salgadinho ou cachorro-quente e depois fica preocupado com as calorias que ingeriu. Mas o que pouca gente sabe é que os perigos desses alimentos vão muito além da questão estética e podem ser um risco para a saúde. Para esclarecer esses problemas, a nutricionista Michelle Schoffro Cook listou os dez piores alimentos de todos os tempos.
10º lugar: Sorvete
sorvete.jpg
Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, a nutricionista adverte que esse alimento geralmente possui altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso.
9º lugar: Salgadinho de milho
salgadinho-milho.jpg
De acordo com Michelle, desde o surgimento dos alimentos transgênicos a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Ela aponta que esse alimento por causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, ganho de peso, irritabilidade, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios.
8º lugar: Pizza
pizza.jpg
Michelle destaca que nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados está cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.
7º lugar: Batata frita
batata-frita.jpg
Batatas fritas contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, como também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas. Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se torna rançosa na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo e agravar problemas cardíacos, câncer e artrite.
6 lugar: Salgadinhos de batata
salgadinho-batata.jpg
Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena.
5º lugar: Bacon
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Segundo a nutricionista, o consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão.
4º lugar: Cachorro-quente
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Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebes. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal.
3º lugar: Donuts (Rosquinhas)
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Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”, alerta a nutricionista. Essa substância está relacionada a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contém, em média, 300 calorias cada.
2º lugar: Refrigerante
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Michelle conta que, de acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, “uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos”. “Somente isso já deveria fazer você repensar seu consumo de refrigerantes”, diz a nutricionista.
Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar, ela informa que os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas.
1º lugar: Refrigerante Diet
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“Refrigerante Diet é a minha escolha para o Pior Alimento de Todos os Tempos”, diz Michelle. Segundo a nutricionista, além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte.
“Os efeitos do aspartame podem ser confundidos com a doença de Alzheimer, síndrome de fadiga crônica, epilepsia, vírus de Epstein-Barr, doença de Huntington, hipotireoidismo, doença de Lou Gehrig, síndrome de Lyme, doença de Ménière, esclerose múltipla, e pós-pólio. É por isso que eu dou ao Refrigerante Diet o prêmio de Pior Alimento de Todos os Tempos”, conclui.
(EcoD)



Escrito por Abel Duarte às 09h22
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O MEU AMOR É IMENSIDÃO***

Pra que falar
Se você não quer me ouvir?
Fugir agora não resolve nada.

Mas não vou chorar
Se você quiser partir.
Às vezes a distância ajuda
E essa tempestade
Um dia vai acabar…

Só quero te lembrar
De quando a gente
Andava nas estrelas,
Nas horas lindas
Que passamos juntos.

A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza:
A nossa história não
Termina agora
E essa tempestade
Um dia vai acabar.

Quando a chuva passar,
Quando o tempo abrir,
Abra a janela e veja:
Eu sou o Sol!
Eu sou céu e mar;
Eu sou céu e fim
E o meu amor é imensidão.

***

Composição: Ramón Cruz.




Escrito por Abel Duarte às 08h50
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