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| :: UMA JANELA PARA A VIDA :: |
SOBEL
Fiquei muito triste com o episódio envolvendo o Rabino Sobel, uma figura respeitadíssima no cenário religioso nacional. Tal acontecimento só revela a essência da nossa natureza. São tantas coisas erradas que fazemos em oculto, só fazendo pela "certeza" do nosso anomimato. Hoje vivemos num mundo extremamente vigiado, onde os nossos "pequenos" pecados podem até ser perdoados por Deus, mas ficarão tatuados na memória das pessoas, flagrados pelo BIG BROTHER (não o da Globo, mas o do Orwell).
Postei um texto do Argeu Lisboa, que desvenda bem o esconderijo das nossas almas.
Henry Sobel e nós Sobre recentes prisões de celebridades
“Quem pensa estar de pé, cuide para que não caia” “Não há um justo, nem um sequer...” Rm 3.10.
Ninguém escapa do espanto quando o noticiário nos apresenta flagrantes de prisões com pessoas que pela posição social, status religioso, instalação no sistema judiciário ou riqueza pessoal contraria a lógica da necessidade como motivo da transgressão ou crime. Traficantes de influência, de drogas e de capitais, exploradores de mulheres e pedófilos são encontrados nas mais altas classes sociais, em qualquer etnia e credo religioso ou entre ateus. Alguns quando aparecem no deleito, fica a sensação de que se tratava de algo previsível, pelo estilo de vida. Outros,como no caso do rabino Sobel, nos choca pela imprevisibilidade, pois tal homem tem uma vida de integridade. Entristecido e humilhado,oro por ele e por mim mesmo, agradecendo a Deus por mais esta oportunidade de nos avisar que somos humanos, solidários no pecado e irmanados pelo gracioso sacrifício pascal de Jesus Cristo. Aurélio Agostinho (354-430) em suas Confissões cap. II, IV e VI, ao comentar o furto de uma pêra com amigos, lança luz sobre a fenomenologia do pecado, e esclarece a atração do mal que insiste em se apoderar de cada pessoa, sombreando sua consciência: “É certo, Senhor, que tua lei pune o furto, lei tão arraigada no coração dos homens que nem a própria iniqüidade pode apagar. Que ladrão há que suporte com paciência que o roubem? Nem o rico tolera isto a quem o faz forçado pela indigência. Também eu quis roubar, e roubei não forçado pela necessidade, mas por fastio de justiça e abundância de maldade, pois roubei o que tinha em abundância, e muito melhor. Nem me atraía ao furto o gozo de seu resultado, mas atraía-me o furto em si, o pecado...para fazer o mal gratuitamente, não tendo minha maldade outra razão que a própria maldade. Era hedionda, e eu a amei; amei minha morte, amei meu pecado; não o objeto que me fazia cair, mas minha própria queda.... Que amei, então, naquele furto
Escrito por Abel Duarte às 10h20
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