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:: UMA JANELA PARA A VIDA ::


O AMARGO SABOR DO SUCESSO

Assisti uma entrevista com Elton John e seu parceiro musical Ernie Kovacs. Afirmam que quando atingiram o sucesso mundial, perceberam como este era sem sentido e sentiram saudade do tempo em que eram anônimos. Na verdade, nunca quiseram largar o sucesso, mas vale a pena conferir a letra desse megasucesso dos anos 70, onde retratam a frustração legada pela fama.
Confira...

Goodbye Yellow Brick Road


Quando você vai descer?
Quando você vai aterrissar?
Eu devia ter permanecido na fazenda,
Eu devia ter ouvido meu velho pai...

Você sabe que não pode me segurar eternamente,
Eu não assinei [contrato] com você.
Eu não sou um presente para seus amigos abrirem,
Este rapaz é jovem demais para estar cantando as tristezas.

Então adeus, estrada dos tijolos amarelos,
Onde os cães da sociedade uivam.
Você não pode me plantar na sua cobertura do apartamento,
Estou voltando para o meu arado.

De volta para a velha coruja que uiva na mata,
Caçando o sapo de dorso áspero.
Eu finalmente decidi que meu futuro jaz
Adiante da estrada dos tijolos amarelos.

O que você pensa que fará então?
Eu aposto que derrubará seu avião.
Você vai precisar de um pouco de vodka e tônico
Para te ajudar a se recuperar novamente...

Talvez você consiga um substituto,
Existem muitos como eu para serem encontrados,
Vira-latas que não têm um centavo,
Fuçando por petiscos como você pelo chão.

Então, adeus estrada dos tijolos amarelos,
Onde os cães da sociedade uivam.
Você não pode me plantar na sua cobertura,
Estou voltando para o meu arado.

De volta para a velha coruja que uiva no mato
Caçando o sapo de dorso áspero.
Eu finalmente decidi que meu futuro jaz
Adiante da estrada de tijolos amarelos.

Escrito por Abel Duarte às 00h24
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EXISTE UMA IDADE PARA SER MAIS FELIZ?

O Site da BBC publicou uma pesquisa feita com os americanos, que demonstra o fato de que eles são mais felizes à medida em que envelhecem. Isso contraria toda a lógica que sustentou a idéia de que felicidade estaria ligada a beleza e a juventude. Leia o texto abaixo e tire suas próprias conclusões.

Americanos ficam mais felizes com a idade, diz pesquisa

Americanos têm boas chances de felicidade depois dos 80 anos
Uma pesquisa da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, sugere que os americanos ficam mais felizes à medida que ficam mais velhos.
O estudo também aponta que a geração nascida entre 1946 e 1964 é menos feliz do que as outras, afro-americanos são menos felizes do que os americanos brancos, homens são menos felizes do que as mulheres e o nível de felicidade pode aumentar ou diminuir entre gerações.
"O entendimento da felicidade é importante para compreender a qualidade de vida", afirma Yang Yang, professora-assistente de Sociologia da Universidade de Chicago e autora do artigo. "A medida da felicidade é um guia que mostra como a sociedade está lidando com as necessidades das pessoas."
Os dados para a Pesquisa Social Geral, do Centro Nacional de Pesquisa de Opinião dos Estados Unidos, começaram a ser compilados em 1972, e o estudo durou até 2004.
Os pesquisadores fizeram a pergunta: "Levando tudo em conta, como você diria que está atualmente: muito feliz, feliz ou não está feliz?"
A pergunta foi feita em entrevistas conduzidas pessoalmente em amostras de população que variavam entre 1,5 mil e 3 mil pessoas.
Grupos raciais e idade
Yang organizou os dados em grupos raciais e de idade e observou que, na faixa etária dos 18 anos, as mulheres brancas são as mais felizes (33% de probabilidade de serem muito felizes). Em seguida, aparecem os homens brancos (28%), mulheres negras (18%) e homens negros (15%).
As diferenças desaparecem com o passar do tempo, e o nível de felicidade aumenta.
Homens e mulheres negros têm mais de 50% de chances de serem muito felizes depois de completar 80 anos. Homens e mulheres brancos ficam logo atrás.
Segundo a professora, o aumento no nível de felicidade com a idade é compatível "com a hipótese da idade como fator de maturidade".
Com a idade, chegam também alguns traços psicossociais, como integração e auto-estima. Estes sinais de maturidade podem contribuir com um melhor senso geral de bem-estar, de acordo com a pesquisadora.
Para Yang, outro fator a ser levado em conta, segundo a pesquisa, é que a diferenças entre os grupos nos níveis de felicidade diminuem devido à equiparação dos recursos que contribuem para a felicidade, como o acesso à saúde ou à perda de apoio social devido à morte de marido ou esposa, ou à morte de amigos.
Expectativas
A pesquisa também indica que, entre as faixas etárias estudadas, a geração de americanos nascida entre 1946 e 1964 é a menos feliz.
"Provavelmente, isso acontece devido ao fato de que a geração como um grupo é tão grande, e suas expectativas eram tão altas, que nem todos neste grupo puderam conseguir o que queriam, devido à competição", afirma Yang. "Isso pode levar à decepção e prejudicar a felicidade."
A professora da Universidade de Chicago também observou que a felicidade nos Estados Unidos não é estática.
Ao analisar o período de 33 anos, durante o qual a pesquisa foi realizada, Yang notou pequenos aumentos nos níveis de felicidade quando a economia do país progredia.
Como exemplo, a professora cita o ano de 1995 como um ano muito bom na escala de felicidade nos Estados Unidos.




Escrito por Abel Duarte às 22h03
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